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Blog de Maria Maia


encontrar

poesia

na simples

cidade:

Bras

ilha



Escrito por maria maia às 17h25
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dura época

dura época

crua e patética

 

o Brasil sangra

na salMoro

 

Serra crápula

Temer drácula

 

enquanto Parentes 

entregam o pré-sal



Escrito por maria maia às 17h59
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Eles estão com a iniciativa da luta de classes. Eles, os capitalistas. Em propaganda massiva alardeiam: “Cristina caiu, Maduro perdeu,  advinha quem será a próxima. São eficientíssimos. Penetram nos arquivos de imagens do meu celular. De muitos celulares e muitos lares brasileiros.  Com a imagem de Cristina, Maduro e Dilma. Chamam para um ato pra um ato pró impeachment, dia 13 de dezembro. 13 de dezembro é o aniversário de que mesmo?

Da decretação do famigerado ato institucional n. 5.

Foi no dia 13 de dezembro de 1968. Aquela guinada maior da ditadura militar para direita. Da bota para o fuzil. Saímos do circulo 1 e  caímos direto no círculo 9 do Inferno de Dante, tendo que enfrentar Lucifer, em pessoa queimando no gelo. Foi a época em que a juventude se viu diante da terrível opção: cair na guerrilha ou nas drogas.

Neste 13 de dezembro de 2015, vamos gritar bem alto: N˜AO AO GOLPE!  DITADURA NUNCA MAIS. Dia 13 vamos pedir : FORA CUNHA!! e FICA DILMA! 

 

Bsb, 11 de dezembro de 2015.

 

Maria Maia



Escrito por maria maia às 13h36
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TERRA

abaixo dos mares, o núcleo duro de ferro fundido

cercado pelo manto líquido e quente

à deriva os continentes um dia foram unidos:

a Pangea, terra imensa e una ao sol ardente

acima, todas as camadas da atmosfera

( o ar se torna rarefeito quanto mais se sobe)

um escudo magnético protege tua esfera

satélites agora orbitam ao teu redor

deu na internet onde as coisas se refletem:

20 bilhões de CO2 por ano te maculam

as geleiras nos teus polos se derretem como por encanto

os mares choram de espanto e sobem sem dó

e eu que vejo e ouço e falo e canto

piso em tua carne triste e só



Escrito por maria maia às 17h35
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VI O VERDE VOLTAR

 

Vi o verde voltar

Depois da chuva cair

Veio rápido  pra mostrar

O segredo de existir

 



Escrito por maria maia às 11h41
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8 DE SETEMBRO DE 2013

 

olhei pro céu e vi o laço

sem embaraço que uniu as duas

de repente bem na minha frente

um abraço quente:

lua e vênus juntas e nuas  

 



Escrito por maria maia às 12h30
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HAI CAI SOBRE A MORTANDADE DAS ABELHAS

 

Em busca do pólen a

A abelha  morre

Bebeu o veneno

Ninguém a socorre



Escrito por maria maia às 11h53
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TIRAR DA POESIA A TRISTEZA

Tirar da poesia a tristeza

Tirar da poesia a alegria

Botar na poesia leveza

Pôr amor, pôr fantasia

Deixar que ela tenha clareza

Seja clara como o dia

As palavras são belezas

às vezes quente outras frias



Escrito por maria maia às 12h11
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Procurar poesia no meu dia

Procurar  um pouco ao meio dia

Um vento seco inventa

O sol que ainda arde

Às seis da tarde

Ainda não sei o que as horas fazem em mim



Escrito por maria maia às 18h36
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Tirar da poesia a tristeza

Tirar da poesia a alegria

Botar  na poesia leveza

Pôr amor,  pôr  fantasia

Deixar  que ela tenha clareza

Seja  clara como o dia

As palavras são belezas

às vezes quente outras frias



Escrito por maria maia às 12h14
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Letras Palavras Versos  Poemas

Descem do céu do entendimento

Até minha pena



Escrito por maria maia às 14h27
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Escrever a esmo. Deixar a palavra sair inculta e inopinadamente. Exercício de sobrevivência. Ver o tempo cobrir tudo com sua poeira implacável. O sono estremece a vontade. Corro para o teclado como se fosse uma fonte da vontade de dizer, em busca do que é preciso ser dito. Sim, existe uma vontade de dizer, de revelar histórias, experiências, vivências. Só que a fonte está dentro do lugar mais profundo do ser. Existe um lugar no ser que guarda tudo o que já vivenciamos. Alcançar este lugar é muito difícil. É mais fácil achar que a fonte da vontade de dizer esteja em algum lugar menos secreto da alma.

 

Borges fala de Buenos Aires, e mais precisamente do lugar em que nasceu, no bairro de Palermo. A escrita vira quase um código, cheio de expressões incomuns, difíceis de ser entendidas, pelo menos para o leitor estrangeiro. Talvez seja como Guimarães Rosa a falar uma língua inventada a partir da linguagem do povo das gerais, mas que na verdade e´uma língua própria e única. É uma língua intermediária entre uma linguagem própria só sua com a linguagem de Palermo, para Borges e das gerais, para Guimarães. E o exercício é tentar decifrar estes códigos. Um exercício que instiga o leitor, obriga-o a ser abrir para as dobras e mais dobras da alma do autor. Talvez tenha sido esta dificuldade que levou Graciliano Ramos a refutar o primeiro livro de Guimarães.  Inscrito num concurso literário, Rosa teve seu livro reprovado por Graciliano.

 

Quando Borges fala de outras coisas, menos pessoais e mais exteriores, ele se torna mais decifrável. Nunca é simples ou óbvia sua linguagem. Mas deixa às vezes a impressão no leitor de que pode ser entendida, ou simplesmente aceita.

 

Coloco o teclado nas pernas, como Clarice Lispector colocava a pequena máquina de escrever. Penso em como o exercício físico da escrita mudou completamente com o advento do computador. E por outro se manteve igual. Para ilustrar o primeiro, ou seja, o modificável, lembro que o teclado é uma máquina a de escrever mais simples e menos pesada de por sobre as pernas. Para ilustrar a segunda afirmação, lembro das facilidades que a internet trouxe para o texto, como a presença de dicionário acessível a um clique e à existência de um verdadeiro conhecimento enciclopédico disposto no Google e na Wikipédia. Para quem trabalha com pesquisa estas ferramentas são muito eficazes, salvo alguns equívocos e imprecisões.

 

Penso em Borges, que acreditava na existência de uma enciclopédia total. O que diria da internet o escritor de O Aleph? O que diria ele de um instrumento que é capaz de trazer com um clique um mundo de livros? Imagino Machado de Assis lendo Sterne em um tablet. Vendo toda sua obra disponível para baixar.

 

Oswald de Andrade dizia que o modernismo fez com que o tabu engolisse o totem. Na TV, no programa da Regina Casé uma popozuda, chamada a repetir a frase do modernista falou que o tabu engoliu o top. Já eu diria que com o advento da TV o tabu ficou pop.

 

Saudades do texto do Toinho Alves. Faz crônica como ninguém. Leveza, profundidade, uma santa ironia. Gostava de ler seu blog Tempo Algum, sucessor de O Espírito da Coisa, que por sua vez existia muito antes do advento da internet. Desistiu de escrever, o danado. E deixou deserdados seus assíduos e longínquos leitores como eu.

 

Tempos de código florestal. Se a mata ciliar deve ter 10 ou 30 metros para proteger os rios e córregos. E as enchentes causando tragédias como a do Acre. Milhares de desabrigados e o risco de epidemias. Fruto do descaso com o rio e a ocupação de terras baixas. Sem alternativa, a população pobre é obrigada a viver nas terras alagáveis.

 

Palpitar sobre tudo. O facebook  já ultrapassou a cifra de 1 bilhão de internautas.  É gente demais curtindo abobrinhas no planeta terra.

 

Beleza roubada. Filme australiano feito no rastro do velho Pasolini de Saló de Buñuel, da Bela da Tarde ou De Olhos Bem Fechados de Stanley Kubrick. Uma jovem estudante pobre é obrigada a ter vários subempregos como xerocadora ou servente de restaurante. Por dinheiro aceita ser sedada para assim ser alvo da tara de velhos super ricos.

 

Separação, de Asqhar Farhadi. Um casal iraniano se divide entre a mulher que quer emigrar para dar melhores condições de vida para a filha e o marido que quer permanecer no Irã para cuidar do pai com alzheimer.  Soma-se a este drama o conflito com a empregada cuidadora do  doente. Se estabelece entre eles um jogo de verdades e mentiras, profano e sagrado, certo e errado. 

 

Albert Nobbs. Troca de sexo no filme de Rodrigo Garcia. Albert é uma mulher que se faz passar por homem  e trabalha como garçom num hotel da Irlanda do século XIX. A atuação de Glenn Close e a caracterização da época salvam o filme.



Escrito por maria maia às 17h37
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Busco assunto no meio do dia

Hoje de mim não sai poesia



Escrito por maria maia às 14h32
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VERSOS LENTOS

 

Versos lentos entram pelos poros

vêm quando querem

Não os imploro



Escrito por maria maia às 18h48
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SIMPLESMENTE 

 

Procura o simples, direto, conciso

Por exemplo: amar é preciso

 



Escrito por maria maia às 18h47
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